<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697</id><updated>2011-04-21T18:18:25.443-03:00</updated><title type='text'>Carta Liberal</title><subtitle type='html'>&lt;i&gt;Pro Brasilia fiant eximia&lt;/i&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-6575922547997802445</id><published>2007-09-23T11:19:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T11:22:58.778-03:00</updated><title type='text'>O Brasil e a escolha</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Bem diz o ditador popular, “a liberdade de alguém termina onde começa a do outro”. Sem dúvida uma afirmação difícil de negar sob um ponto de vista de respeito à liberdade de cada um. O Brasil, ao longo de sua história, tem se mostrado até certo ponto uma sociedade mais tolerante em relação à vontade dos indivíduos do que muitas outras. Até mesmo durante os períodos mais negros de nossa história houve algum espaço, mesmo que limitado, aos vais e vens de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, será que a crença dos brasileiros em sua própria “brasilidade” é bem fundamentada? Lembramos inúmeras vezes aqui que a cultura, não só brasileira, mas latino-americana em geral, é baseada no patrimonialismo estatista, camuflado atualmente por um ódio ao lucro e preocupação com o “público”. Na prática, o Estado é tão importante para os brasileiros porque todos podem imaginar um jeito de tirar vantagem dele. Uma mera fofoca acaba, com uma freqüência alarmante, em uma sugestão de como o governo deveria interferir no alvo da conversa para endireitá-lo – segundo, é claro, a visão daqueles que conversam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade do Estado na mente dos brasileiros é tamanha que qualquer desgraça, coletiva ou pessoal, se transforma em uma falha do governo. Paralelamente, boa parte do tempo de funcionários do Estado é gasto atribuindo culpa a outras pessoas, outros departamentos, outras instituições. Visto como a única estrutura supostamente incorrupta, a responsabilidade de trazer perfeição e justiça ao dia-a-dia torna-se uma responsabilidade do Estado. Irônica – e até tragicamente – o Estado assumiu a responsabilidade de prover fundos até mesmo para Organizações Não-Governamentais. O acúmulo de poder e responsabilidades nas mãos desse Leviatã estatal tem trazido mais ineficiência, injustiça e imperfeição do que o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto isso, a imensa maioria da população continua vendo o problema – pois parece óbvio que há um problema, muito profundo, na sociedade brasileira – como algo intrinsecamente ligado às pessoas responsáveis pelo funcionamento do Estado. Na visão de muitos, não há um problema estrutural, institucional – mas sim má vontade daqueles: os políticos precisam parar de roubar, os burocratas precisam trabalhar mais, os impostos precisam ser melhor distribuídos... É desconfortavelmente raro ouvir alguém citar a necessidade urgente de reformas estruturais, e alarmante a dificuldade que muitos apresentam em ao menos compreender essa argumentação liberal. O Estado onipresente está tão incrustado nos brasileiros que uma grande parte deles parece apresentar uma resistência quase biológica à idéia de viver sem a tutela daquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brasileiros, que em muitos casos se orgulham de serem mais “maleáveis” do que os estrangeiros, precisam levar esse aspecto mais a sério: muito da responsabilidade de construir uma sociedade melhor repousa não sobre os ombros do Deus Estado, mas sobre os de indivíduos comuns. Liberdade de escolha e estatismo são duas coisas que não combinam, e todos nós podemos ver ao que isso leva: à “malandragem” tão típica do país, à liberdade sem responsabilidade. As regras devem ser poucas e claras, dizerem respeito apenas às relações inter-individuais, e valerem para todos, sem exceção, as infrações sendo punidas exemplarmente pelo Estado e pela sociedade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Qualquer liberal reconhece a quantidade intimidadora de esforço que precisa ser empregado para consertar esse aspecto da cultura brasileira. Definitivamente, a solução não é alcançar o poder e promover uma mudança radical nas leis: como sabemos, a idéia de que canetadas resolvem problemas com perfeição felizmente não faz parte da doutrina liberal. O processo, se vier a ocorrer, será gradual e deverá se espalhar pela sociedade não como uma nova lei entre a míriade de absurdos que é nosso Código Legal, mas como um estado de espírito. Precisamos todos ter em mente que a soberania reside nos cidadãos, e não no Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas quando o brasileiro médio visualizar a sociedade não como uma entidade viva representada por um corpo palpável, mas como um meio de interação entre milhões de indivíduos que interagem uns com os outros voluntariamente seguindo regras e costumes, é que teremos certeza de que estamos no caminho certo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-6575922547997802445?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/6575922547997802445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=6575922547997802445&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/6575922547997802445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/6575922547997802445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2007/09/o-brasil-e-escolha.html' title='O Brasil e a escolha'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-9199674944532547163</id><published>2007-08-12T19:48:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T20:03:05.757-03:00</updated><title type='text'>As Crias do Comunismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_C0ItS-ynVq4/Rr-Q-KQZ11I/AAAAAAAAAAU/a3wLbuCZUI4/s1600-h/FIdel%2520y%2520Chavez.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_C0ItS-ynVq4/Rr-Q-KQZ11I/AAAAAAAAAAU/a3wLbuCZUI4/s320/FIdel%2520y%2520Chavez.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097952700786136914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O século XX foi marcado por grandes eventos, cada um deles causado pelo anterior. Nessa era de mudanças, um período que se destacou foi a Guerra Fria. Conseqüência direta do fim das grandes guerras, a Guerra Fria foi protagonizada pelas duas grandes potências da época: Estados Unidos e União Soviética. Os Estados Unidos era um país que mantinha um regime democrático havia séculos, no qual as pessoas manifestavam seus interesses pela voz dos políticos. Em contrapartida, a União Soviética fora criada no século XX, resultado de um conturbado processo político no qual o Estado passou a concentrar todos os poderes, negando representação à maioria de seus habitantes. Foi um período negro na história de muitos russos, e ainda hoje vários relutam em lembrar esse passado, mesmo que infelizmente ainda existam muitos outros que gostariam de voltar ao passado soviético. Durante a Guerra Fria, ambas potências competiam por influência ao redor do globo com todas as armas que dispunham, o que resultou na “conversão” de alguns países tipicamente capitalistas em socialistas, e na popularização da ideologia comunista ao redor do globo. Mas o regime soviético da Rússia não conseguiu viver sob seu próprio projeto econômico, e acabou sendo forçado a fazer reformas que iam contra sua ideologia, culminando com seu próprio fim, em 1991.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje vivemos uma nova era, na qual o medo não impera. Mas a União Soviética deixou suas crias pelo mundo, na forma de partidos de extrema esquerda, regimes agressivos e autocráticos, jurássicos movimentos “revolucionários”, e toda a ideologia antiglobalização e antiprogresso que é passada à juventude logo nas escolas. Tudo isso sobrevive com base numa paranóia que põe arreios nas pessoas que seguem tais ideologias. A idéia deste texto é justamente provar que essa ideologia não faz mais sentido nos tempos atuais, se é que um dia chegou a fazer sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os regimes que tiveram origem no comunismo soviético, Cuba é um dos mais clássicos. Cuba é uma ilha no Caribe que sofreu uma revolução no final dos anos 50, e que foi posteriormente influenciada pelos ideais socialistas soviéticos, já nos anos 60. Desde então, Castro e seus comparsas arrastaram Cuba por uma longa jornada rumo à estupidez, estatizando a grande maioria das empresas e condenando ao &lt;i&gt;paredón&lt;/i&gt; várias pessoas acusadas de “trair” o movimento; tal repressão eventualmente levou à formação da comunidade de refugiados cubanos na Flórida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Por volta dos anos 70, Canadá e México quebraram o embargo contra Cuba, alegando tentar incentivar o liberalismo em Cuba, continuando com o intercâmbio cultural e econômico de outrora, mas de nada adiantou, pois a cúpula comunista não desiste do poder do mesmo jeito que um cão não larga seu osso. Nos anos 90, com a queda da União Soviética, de quem Cuba dependia economicamente, Cuba passou por uma crise. O modelo que os inspirara acabava de ruir diante dos olhos do mundo inteiro, e eles afundavam em uma crise econômica. Mesmo assim, a cúpula não quer sair voluntariamente do poder, e continua com sua ideologia falha e seu regime autoritário; Cuba só têm a perder com isso. Para não deixar as pessoas esquecerem que eles estão no “caminho certo”, o regime faz sua propaganda, com base em investimentos ineficientes na área da educação e da saúde (áreas que seriam muito mais desenvolvidas num regime capitalista eficiente); e mesmo com toda a medicina cubana, o médico de Fidel é espanhol.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Alguns cubanos estão dispostos a enfrentar uma verdadeira maratona para a liberdade, seja desertando uma competição esportiva em solo estrangeiro (como nos jogos pan-americanos deste ano), seja fazendo o decatlo rumo a Miami. E se o governo põe as mãos nesses “traidores do movimento”, aí eles estão com problemas. Que tipo de progresso é esse, onde as pessoas são coagidas a não sair de um país em ruínas pela força? Ainda assim o regime de Castro sobrevive, agora influenciando a próxima geração de populistas latino-americanos, esta mais hipócrita que a anterior.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um de seus maiores expoentes é o presidente venezuelano Hugo Chávez. Depois de seguir carreira como oficial do exército, fundou um movimento esquerdista após a sua fracassada tentativa de dar um golpe de estado e foi eleito presidente em 1998. Durante seu mandato suas principais medidas foram para modificar a máquina eleitoral de modo que ele permanecesse no poder por mais tempo. Com todo o tempo do mundo para fazer sua “revolução”, Chávez começou por estatizar os setores básicos da economia, como alimentos e energia. No setor de alimentos criou sua própria grande empresa de alimentos e perecíveis (Mercal), que ele usa para divulgar sua imagem e seus feitos produzidos. A competição desleal desta empresa, que conta com o apoio do estado e das leis, arruinou a classe média venezuelana que tinha pequenos negócios locais, tirando do povo o poder político e agora o econômico atrelando todo o povo venezuelano ao governo. Com a população dependente do governo, Chávez tem total poder sobre as decisões a ser tomadas com respeito à Venezuela, e reforça esse poder com mecanismos legais para ir prolongando indefinidamente sua estadia na presidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No setor de energia ele nacionalizou o gás e o petróleo, se apossando de recursos pertencentes ao povo venezuelano (e não ao estado), usando o dinheiro desses recursos para expandir sua influência no mundo financiando a dívida argentina, fazendo doações a minorias nos Estados Unidos, dentre outras “ações humanitárias”, que visam acima de tudo angariar apoio à causa chavista (lhe valendo a alcunha de “cafetão do petróleo”, pelo New York Times). E o pior é que esse investimento é praticamente o único que está dando retorno: alguns “intelectuais” no exterior dão seu apoio ao chavismo e acabam influenciando lá mesmo as novas gerações que ainda estão formando sua opinião, mesmo sem ter idéia do que se passa na Venezuela, fomentando assim, a conivência internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A censura à imprensa é pesada. Chávez criou estatais da imprensa que não têm outra função senão informar às pessoas o que ele quer que elas saibam, e as outras quatro redes de televisão privadas sofrem com regulamentações autoritárias, como a “lei de responsabilidade social”, que é um bonito nome para censura, nua e crua. Quem criticar oficiais venezuelanos pode ser preso por até 40 meses segundo um decreto de 2005. Quando questionado se ele tinha a intenção de usar esse mecanismo contra as críticas da imprensa privada (na qual ele ainda não conseguiu por as mãos), ele disse que não ligava para o que ela dizia, e citou Dom Quixote “Se os cães ladram, é porque estamos trabalhando”. Independentemente da intenção dessa resposta, disso podemos tirar uma boa metáfora: o mesmo Dom Quixote que se jogou contra um moinho pensando que era um gigante é a inspiração para Hugo Chávez que se joga contra a globalização.Como o moinho, a globalização é produtiva e beneficia a todos em uma sociedade. Como Don Quixote, Chávez acredita piamente que está certo em seus devaneios, cego por sua própria vontade. Ele recusa-se a desistir de um modelo econômico e político que já falhou anteriormente em outros lugares. Em outras palavras, está louco como o personagem de Cervantes.&lt;/span&gt;Em 2006, Chávez decidiu não renovar a licença de uma das redes de televisão privadas, acusando-a de suportar causas golpistas.A Freedom House, associação internacional que mede o nível de liberdade de imprensa, baixou o nível da Venezuela de &lt;i&gt;parcialmente livre&lt;/i&gt; para &lt;i&gt;não livre&lt;/i&gt;. Com a imprensa&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em uma mão e a máquina legislativa em outra, Chávez consolida ainda mais seu poder, planejando reformas que garantam sua reeleição em 2012. O que incomoda mais é que essa revolução bolivariana mal teria sucesso se não fosse pelo petróleo e seus preços &lt;st1:personname productid="em ascens￣o. Ch￡vez" st="on"&gt;em ascensão.  Chávez&lt;/st1:personname&gt; tomou o petróleo e usou-o para financiar suas aventuras políticas e sociais que tornam o povo dependente do estado ao invés de fazer reformas liberais que dêem independência econômica ao povo venezuelano. E ele ainda critica o Brasil na questão dos biocombustíveis, acusando-nos de compactuar com o demônio (Bush, no ideário chavista), uma grande hipocrisia de sua parte, porque ele sabe que os biocombustíveis vão competir com o petróleo, tirando bons dólares da reserva de Chávez e prejudicando sua agenda política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro populista radical na América Latina é o cocaleiro Evo Morales, que usa os hidrocarbonetos da Bolívia como arma política da mesma maneira que Chávez usa o petróleo, o que nos remete à demonstração boliviana de soberania ao usar soldados do exército para expulsar os brasileiros das instalações da Petrobrás que ele nacionalizou. Nacionalizar já é uma quebra de contrato e portanto um ato desrespeitoso, mas usar o exército para intimidar os funcionários pode ser entendido diplomaticamente como um insulto. Morales chegou ao poder liderando o movimento dos &lt;i&gt;cocaleros&lt;/i&gt;, que são contra os esforços para a erradicação do plantio da folha de coca, que garantiram o apoio popular. Agora ele é apenas mais um peão de Castro na política latino-americana, juntamente com o presidente do Equador há pouco tempo eleito (certamente com ajuda dos vizinhos vermelhos), Rafael Correa. Castro disse no forum marxista &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em  São Paulo&lt;/st1:personname&gt; há algum tempo que pretendia reconstruir na América Latina o que foi perdido na Europa Oriental. O que foi perdido lá não faz falta nenhuma; os anos de repressão à liberdade econômica e de expressão são um passado negro da Europa Oriental, e os poloneses, ucranianos, russos, eslavos, dentre outros povos, certamente concordam. É esse tipo de coisa que os espectadores de fora deviam ver antes de dar seu apoio ao primeiro revolucionário que aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto à ideologia por trás dessas aberrações políticas? Como já foi dito, todas tem origem no comunismo, o que é provado pelo vasto número de partidos comunistas mundo afora. Suas reivindicações costumam seguir a linha marxista original, especialmente em países latinos. Para eles o estado é o melhor instrumento para equilibrar o nível de vida das pessoas, mas eles não enxergam o quão corrupto um estado se torna quando tem em mãos um grande montante de capital; na verdade muitas medidas de equilíbrio de renda são apenas medidas para tornar as pessoas dependentes do governo, como vimos no caso da Venezuela. O estado deveria intervir apenas em casos graves, como cartéis, monopólios e fraudes. Mas para a esquerda latina, vale a máxima de Maquiavel: “Os fins justificam os meios”; o estado tudo pode enquanto as intenções forem boas, ou pelo menos enquanto o povo achar que são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Tal ideologia acaba unindo vários setores opostos à globalização, como ocorre no Brasil: sindicatos de trabalhadores, movimentos rurais e associações estudantis são usados como ferramentas para avançar a causa esquerdista ao invés de exercerem suas funções originais (defender os direitos de suas respectivas classes). Em épocas de governos de direita, opõem-se às mudanças com medo de perder seus benefícios; em épocas de governos de esquerda, fazem pressão no governo para ganhar mais benefícios. São parasitas que desviam recursos produzidos por todos nós para seus interesses mesquinhos. A esquerda latina não consegue mais encontrar lugar num mundo globalizado, e insiste em manter ideais que arruinaram vários países durante a Guerra Fria. Esta é a hora de a esquerda se modernizar, abandonando esses ideais e se tornando mais pragmática, como lentamente ocorreu na Europa durante o pós-guerra. Se a esquerda não aceitar e se adaptar à globalização, ela simplesmente não vai ter lugar neste século XXI.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-9199674944532547163?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/9199674944532547163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=9199674944532547163&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/9199674944532547163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/9199674944532547163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2007/08/as-crias-do-comunismo.html' title='As Crias do Comunismo'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C0ItS-ynVq4/Rr-Q-KQZ11I/AAAAAAAAAAU/a3wLbuCZUI4/s72-c/FIdel%2520y%2520Chavez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-8104288046016464350</id><published>2007-07-26T15:02:00.000-03:00</published><updated>2007-07-26T15:13:46.070-03:00</updated><title type='text'>Fundamentalismo Político</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_C0ItS-ynVq4/RqjkMDH7yzI/AAAAAAAAAAM/stz4fjr4INk/s1600-h/Chavez.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_C0ItS-ynVq4/RqjkMDH7yzI/AAAAAAAAAAM/stz4fjr4INk/s320/Chavez.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091570274390494002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;" &gt;“Antes gostávamos de dizer que a direita era estúpida, mas hoje em dia não conheço nada mais estúpido que a esquerda”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                                                                                                                                                                                            José Saramago&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;É normal, em nossos primeiros dias de contato com o mundo exterior, seja na sala de aula do ensino fundamental, seja andando pelas ruas do centro de São Paulo, ficarmos sabendo da existência de pessoas que vivem em condições de pobreza e falta de oportunidades. Uma de nossas primeiras reações, não que seja esta exclusivamente, é manifestar emoções de pena, de revolta perante o “sistema”, de palavras frias e vazias como “onde está o Governo” ou “por que a sociedade não faz algo para ajudá-las?”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Existe uma certa classe, se é que assim podemos chamar, (ou grupo, ou “grupelho” como preferem alguns) que possui propostas rápidas e “eficazes” como eles mesmos dizem. São essas: Tirar dos que têm tudo, para dar àqueles que nada têm; Eleger representantes do povo (ou dos operários, incrível como ainda dizem que eles existem) que sendo eles conduzidos ao poder, “girarão” a roda da História e destruirão o sistema carcomido pelo tempo. Ou mais “pragmático”: retirarão a “elite” (ou &lt;i style=""&gt;A&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;ZELITE&lt;/i&gt;) dominante do governo, e como o governo tudo pode e tudo faz, num passe de mágica os problemas estarão resolvidos; após a retirada das elites, parar de pagar a “bolsa banqueiro” (essa foi original, uma das poucas coisas que vi que achei engraçado) e com o dinheiro construir casas para os pobres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Todos conhecemos quem faz essas propostas. São os paladinos da esperança, os defensores dos pobres e oprimidos, aqueles que lutam pelos “direitos” de todos. Bem-vindo ao mundo mágico da Esquerda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;O termo “esquerda” tem uma carga semântica muito diversificada. Passou desde designar aqueles que se sentavam à esquerda no Legislativo francês (Revolução Francesa) a aqueles preocupados com o “desenvolvimento social” e “responsabilidade ambiental”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A esquerda brasileira é muito burra. Sem perdão da palavra. É burra mesmo. Para desenvolver melhor essa tese (acho que seria constatação) utilizarei alguns exemplos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;03 de maio de 2007. São Paulo. Invasão da reitoria da USP. Motivo: Crescente tentativa do governo estadual paulista de “intervir” e ameaçar a autonomia da universidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;07/08 de julho de 2007. Eleição de Lúcia Stumpf para a presidência da UNE, com promessas de “radicalizar” o movimento estudantil e criar o Dia Nacional de Invasão das Reitorias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O que esses “diferentes” assuntos têm em comum? O domínio de uma casta de partidos de esquerda (notadamente PC do B na UNE e PSOL e PSTU na invasão da reitoria) entre o tal de movimento estudantil. Qual o problema disso? Nenhum. É normal em democracias os estudantes terem sua liberdade de escolha para definir seu posicionamento ideológico. Isso se o Brasil fosse uma Democracia. No caso da USP, as reuniões de “movimentos estudantis” atingem cada vez menos pessoas. Será que é por que a pauta e os discursos da reunião são utilizados por representantes desses mesmos partidos citados acima para fazerem divagações ideológicas e discussões como “se o pebolim é um jogo burguês?” Não há estudante não “politizado” que agüente. Como bem diz o ditado “os incomodados que se mudem”, esses estudantes acabam abandonando o movimento estudantil à liderança desses hábeis políticos. A partir daí, eles utilizam o místico movimento estudantil como meio para promoção pessoal. Quem no passado não achava lindo os estudantes unidos para derrubar corruptos como Fernando Collor ou a ditadura militar? É por isso que muitos sociólogos dizem que os novos jovens de classe média, como aqueles que invadiram a reitoria da USP são os novos pobres: de esperança e de boas causas (Frase de José de Souza Martins, professor de Sociologia da FFLCH da USP, em entrevista ao caderno Aliás de O Estado de S. Paulo de 27 de maio de 2007).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Quanto a UNE: Não vemos lá ninguém de direita. Pela sétima vez seguida um candidato filiado ao PC do B é eleito. Alguém sabe o que a UNE faz hoje em dia, além de reclamar da quebra de monopólio das carteirinhas de estudantes que o permitem pagar meia em ônibus e cinemas? (queremos o monopólio, pois são essas contribuições que ajudam a pagar nossos Congressos e viagens, diz Lúcia Stumpf). Alguém em sã consciência pagaria para um bando de “filhinhos de papai” viajar para fazer Congressos úteis para o desenvolvimento da sociedade, como definir se a Reforma Universitária é imposição do FMI ou não?&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O resultado da invasão da reitoria: Vários computadores roubados e desorganização geral da reitoria. Resultado da existência da UNE: “puxa-sacos” do governo federal.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Além da promoção pessoal que membros da esquerda procuram hoje, temos a excessiva ideologização dos membros dela. Que atire uma pedra quem nunca ouviu alguém do governo falar que são perseguidos pela imprensa ou a &lt;i style=""&gt;ZELITE&lt;/i&gt; tenta algum golpe. Na União Soviética, os Comissários responsáveis, por exemplo, pelas fábricas, arrancavam os cabelos e falavam em sabotagens da burguesia, quando descobriam que as fábricas não produziam o necessário. “Como pode se eu pessoalmente conferi tudo, os trabalhadores tem a moral alta e acima de tudo, a ideologia está correta?” Era uma das frases mais comuns daquele tempo. (para quem não acredita leia: Stálin, a corte do Czar vermelho, de Simon Sebag Montefiore, editora Companhia das Letras) Não me impressiona se os “comissários” da Anac ou do governo federal digam o mesmo sobre a Crise Aérea.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A ideologização se faz presente na diplomacia também. O exemplo mais explícito disso é o convite à Chávez, o ditador carismático do momento, para ingressar no Mercosul. “A União Européia também aceita países com economias fracas para que possam ter a chance de se desenvolver conjuntamente” Celso Amorim. Alguém esqueceu de avisá-lo que o estatuto da União Européia diz claramente que o país precisa ter liberdade de expressão, de imprensa, democracia, e reformas liberais para ingressar. O Mercosul também, só que “alguém” se esqueceu disso. Como pode uma pessoa em sã consciência convidar um doido que xinga metade do mundo (inclusive o Brasil) e alia-se ao Irã para o Mercosul? A ideologia faz milagres mesmo. O fundamentalismo também, vide o islâmico de hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Outro exemplo da influência da ideologia é a divinização de Cuba e de seu ditador, Fidel Castro. A esquerda se especializou em eleger mártires e ídolos, que ao imporem seu ponto de vista ou trucidar instituições democráticas a esquerda simplesmente fecha os olhos e aprova como ação “social” pelo bem do povo. Quantas pessoas dizem que a ilha de Fidel é um paraíso? Mas não precisaremos ir muito longe para obter as respostas. Basta ir a São Caetano do Sul e perguntar ao “traidor” cubano como ele se sente. Se ele veio pedir asilo ao BRASIL, muito provavelmente Cuba não seja tão boa assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ideologia, culto, bíblia (O Capital) e recrutamento de jovens (nesse caso das Universidades). A esquerda não difere muito do fundamentalismo religioso. Terroristas ambos têm. Algo de bom na cabeça, nenhum deles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-8104288046016464350?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/8104288046016464350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=8104288046016464350&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/8104288046016464350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/8104288046016464350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2007/07/fundamentalismo-poltico.html' title='Fundamentalismo Político'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C0ItS-ynVq4/RqjkMDH7yzI/AAAAAAAAAAM/stz4fjr4INk/s72-c/Chavez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-6424107604657904175</id><published>2007-07-03T15:50:00.000-03:00</published><updated>2007-07-19T13:16:36.982-03:00</updated><title type='text'>Subdesenvolvimento: uma teoria</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Retornamos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Por diversos motivos (alguns deles não tão nobres) ficamos afastados do blog por algum tempo. No entanto, agora que já dedicamos a pequena parcela de tempo anual necessária para manter nosso Estado funcionando de maneira impecável - como, aliás, sempre funcionou, coisa que todo brasileiro sabe! - vamos voltar a publicar textos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sinceramente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;-Carta Liberal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: trebuchet ms; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: trebuchet ms; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: trebuchet ms; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: trebuchet ms; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: trebuchet ms; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: trebuchet ms; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: trebuchet ms; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 12pt; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;A procura por motivos para o baixo nível de desenvolvimento de várias sociedades do planeta movimenta um número incrível de intelectuais. Eles se dividiram em grupos, cada um deles com uma “grande teoria” geral para explicar o fato de certas regiões apresentarem uma economia mais produtiva, uma expectativa de vida mais alta, uma população que desfruta de uma vida mais confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defender ou criticar uma ou mais dessas “escolas” não é o objetivo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria dos fatores relevantes para o nível de “desenvolvimento” de uma sociedade está nessa própria sociedade, isto é, são as próprias pessoas que constroem a “fundação” sobre a qual viverão. Sua atividade produtiva cria o que o grupo de pessoas em questão usará. Por definição, a atividade de um indivíduo dentro da referida sociedade interessa a alguém: ou ele mesmo, ou outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primórdios, acredita-se que cada pessoa – ou, pelo menos, cada tribo – era subsistente: retiravam eles mesmos da natureza tudo o que era necessário ou agradável. À medida que a civilização prosperava, os indivíduos começaram a se especializar e realizar trocas. Assim, a quantidade de bens necessários à subsistência aumentou, e muitos puderam se especializar em outras atividades que não estavam diretamente relacionadas à produção de necessidades básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um momento interessante na história da civilização: a hora em que os produtores passaram a sustentar “acessórios” à sua atividade. Note que essa é uma visão diferente da que boa parte dos membros das sociedades modernas adotam: na atualidade, muitos dos que fazem parte diretamente do processo produtivo são vistos como indivíduos de “segunda classe”. No entanto, eles sempre serão necessários, e por isso são aqui considerados como “primários”.&lt;br /&gt;A civilização continuou a se tornar mais complexa com o passar do tempo, e as atividades se diversificaram. Muitas delas foram se distanciando da produção primária até se tornarem praticamente alheias a esta. Como maior exemplo temos os intelectuais: indivíduos que se dedicam à reflexão e ao debate em torno de temas freqüentemente muito distantes do “mundo real”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 12pt; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Este é o ponto ao qual queríamos chegar. Como dissemos, tudo o que uma sociedade produz, obviamente, deve ser fruto do esforço de algum(ns) membro(s) dessa sociedade – sendo que esses frutos não são necessariamente palpáveis. A valorização de uma atividade, portanto, é crucial para que o produto dela seja mais abundante e de maior qualidade.&lt;br /&gt;Através da história, a cultura humana passou por um processo de diferenciação de tirar o fôlego, com a formação de uma míriade de formas de pensar. Algumas delas valorizavam o valor do guerreiro; outras, o refino intelectual; e outras, a produtividade. Que fique claro: cada indivíduo tem sua própria forma de pensar, que de maneira alguma está acorrentada à dos demais que o rodeiam, e que pode variar de muito mais maneiras do que simplesmente qual aspecto da vida ela mais valoriza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, via de regra, podemos assumir que uma sociedade tem uma cultura relativamente homogênea. Com o surgimento do Estado, aqueles com maior influência passaram a ter poder – pela força – sobre os outros, freqüentemente acompanhado de uma justificativa, e passaram a artificialmente manipular a alocação de recursos da forma que mais agradasse o grupo. É notável como os produtores foram capazes de sustentar sociedades onde grande parte dos indivíduos se dedicava a atividades secundárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando como exemplo Portugal, a sociedade que em grande parte deu origem à nossa, observamos uma fortíssima tendência à valorização da jurisprudência, da política, da escrita, etc., e aqueles que “punham a mão na massa” eram geralmente vistos como indivíduos de pouco valor. Apesar de isso ser regra em grande parte das sociedades, e tem sido há um bom tempo, a portuguesa em particular mostra uma forte tendência da nata da sociedade para atividades mais intelectualizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os personagens notáveis da História portuguesa, ouvimos falar de pouquíssimos empreendedores, engenheiros, inventores e etc. E enqüanto muitos consideram outras culturas hoje mais desenvolvidas como sendo intelectualmente pobres em relação à portuguesa há alguns séculos, os indivíduos notáveis daquelas sociedades estavam com sua atenção voltada à exploração, ao comércio, à expansão da atividade produtiva; e mesmo muitos dos intelectuais delas ganhavam seu pão de uma maneira bastante pragmática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tendência se acentua fortemente ao chegarmos ao século XIX: enquanto no Norte hoje desenvolvido a sociedade industrial explodia com novas idéias, a ciência caminhava a passos largos, e a qualidade de vida aumentava entre os setores menos avantajados, nos países latinos em grande parte se verifica uma persistência no modelo do intelectual glorioso: todos os indivíduos que se prezavam eram escritores, “homens públicos”, juízes afamados, escreviam artigos sofisticados em jornais. Não por acaso, as sociedades que seguiram este último modelo parecem ter perdido o trem da História.&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Na África, vários povos pertencem a uma cultura de valorização do guerreiro; muitos indivíduos se especializam em participar de conflitos. Apesar de ter sido assim por eras, as sociedades hoje consideradas mais evoluídas arregalam os olhos quando tomam consciência dos horrores que a população daquele continente atravessa – horrores muitas vezes criados pelos próprios povos e líderes da região.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;br /&gt;É comum culpar o imperialismo europeu pelo estado deplorável da África atual, mas devemos lembrar que a fragmentação européia da África, quando muito, apenas piorou o quadro: os africanos são guerreiros por sua cultura, e os clãs africanos têm Um grande objetivo: subjugar seus oponentes. Apesar de serem militarmente fracos devido às características da guerra moderna, em que tecnologia e tática contam muito mais do que ferocidade e astúcia, muitos africanos se tornaram grandes guerreiros, que seriam respeitados e temidos, por exemplo, na Europa medieval. Isso porque o status de guerreiro garante prestígio na sociedade africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso não significa, de maneira alguma, que intelectuais e guerreiros são seres inúteis que devem ser desprezados por aqueles que realmente fazem parte do processo produtivo. Como foi dito, os indivíduos que são acessórios ao processo produtivo primário estão realizando suas atividades porque alguém as valoriza. Um ator, um historiador, um crítico literário realizam seu trabalho porque ele interessa a alguém. A questão que se levanta é: a quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos políticos, imbuídos como estão com o poder de direcionar boa parte dos recursos da sociedade para onde bem entenderem, os direcionam para setores que, sem a ajuda estatal, simplesmente não existiriam ou não teriam o tamanho que têm. Apesar de o Estado ser – e isso não é unânime – necessário para redirecionar recursos para certos fins públicos importantes, é preciso ter em mente que o papel do Estado não é dirigir a sociedade para onde achar melhor através da redistribuição forçada de recursos, mas sim criar condições para que cada indivíduo possa realizar a atividade que ele julgar adequada, sem prejudicar a liberdade alheia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Lembremos também que, se 100% dos indivíduos desejam ser historiadores, nem todos eles poderão sê-lo: afinal de contas, também é necessário comer, vestir, construir, se divertir. O fator que define a alocação de indivíduos em determinada atividade não deve ser a vontade do próprio indivíduo, mas sim a procura que existe por alguém que realize tal atividade. Em outr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;as palavras, seria ótimo se cada um de nós pudesse ser o que bem entendesse, mas, ainda pior do que ser algo que não se deseja é forçar alguém a trabalhar por algo que não deseja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Estado realoca recursos arbitrariamente, existe uma grande chance de ele estar destruindo a ordem natural e desejável das relações voluntárias que existe entre as várias atividades de uma sociedade. Essa redistribuição através da coerção, quando generalizada, indica que grande parte da riqueza gerada por uma sociedade está sendo canalizada para fins que muito provavelmente não gerarão riqueza, pois de outra forma não necessitariam dessa intervenção arbitrária.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-6424107604657904175?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/6424107604657904175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=6424107604657904175&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/6424107604657904175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/6424107604657904175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2007/07/subdesenvolvimento-uma-teoria.html' title='Subdesenvolvimento: uma teoria'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116924476123770010</id><published>2007-01-19T20:11:00.000-02:00</published><updated>2007-02-22T17:28:15.896-02:00</updated><title type='text'>O Trabalho na Era Pós-Industrial</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/192/3926/1600/213433/ipod_nano09072005144257.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/192/3926/320/449096/ipod_nano09072005144257.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Provavelmente uma das mais antigas invenções do homem, o trabalho foi o principal pilar da construção de nossa civilização. Para ele, diversos estudos e definições foram criados para compreendê-lo melhor. Mas será que são válidas para o moderno trabalho? E o papel das máquinas? O homem ficará relegado ao trabalho intelectual?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br&gt;O trabalho surgiu fruto da razão humana. O fato de estarem organizados em sociedades e para extrair dessa organização uma vida melhor certamente contribuiu para a criação da divisão e da racionalização do trabalho. Civilizações passaram a crescer e serem organizadas conforme o valor dado ao trabalho. Na Grécia Antiga, o trabalho braçal era visto como algo nocivo ao corpo e à mente pela elite, esse feito exclusivamente pelos escravos e camponeses. Restava a ela o trabalho intelectual. Na Idade Média, toda forma de trabalho era nociva para a nobreza e a realeza, essa também organizada numa sociedade estamental, em que o trabalho era obrigação do Terceiro Estado.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O valor do trabalho, portanto, variou de cultura para cultura, de civilização para civilização. E hoje? Graças ao desenvolvimento das sociedades capitalistas e do valor da riqueza para nós, o trabalho, qualquer um, seja intelectual ou braçal, é visto como enobrecedor e produtor de riqueza. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E quanto à organização do trabalho nas sociedades capitalistas? Para isso temos diversos pontos de vista, sendo o mais conhecido o marxista. O trabalho vem sofrendo profundas modificações desde a Revolução Industrial, e acreditamos que a ótica marxista não explica muitas delas, especialmente a especialização do trabalhador nem a substituição do trabalho por máquinas. Vamos então a análise da organização do trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Segundo muitos sociólogos, as sociedades humanas passam ou passaram por três tipos de organização: A sociedade pré-industrial, a industrial e a pós-industrial, e o trabalho presente era diferente. Na primeira não existia muitos instrumentos de ajuda no trabalho, ou de substituição do trabalhador. Na segunda começam a aparecer, como dito e repetido pela ótica marxista. O que nos importa é a Sociedade Pós-Industrial. Aqui, o trabalho braçal, aquele do operário, praticamente inexiste. A máquina o substituiu, e muito bem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Segundo Domenico de Masi, a Era Pós-Industrial se caracterizará pelo chamado “Ócio Criativo”. Como a sociedade não é mais organizada em um modelo fabril estritamente, o que importa é a inovação. Sendo assim, as empresas se organizarão segundo uma nova lógica: O trabalhador deve ser bem tratado e ter uma excelente formação, de modo que possa inovar. Estará com os dias contados a burocracia, uma trava para o desenvolvimento de novas tecnologias. Esse ócio criativo será então um tempo livre do trabalhador, sem as pressões da burocracia, para criar. Já estamos observando essa nova fase: os trabalhadores do Vale do Silício, onde a missão é inovar, trabalham segundo essa rotina. As empresas de lá, como exemplo o Google e a Microsoft, criaram rotinas para eles de modo que possam se sentir em casa, livres. Mais especificamente o Google, que permite o uso de algumas horas da jornada de trabalho para criar um projeto só seu. Foi desse modo que surgiu o Orkut, criado pela pessoa de mesmo nome.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Outros exemplos de novas tecnologias criadas: o iPod, da Apple. O conceito de ouvir música portátil já existia, mas a Apple inovou. Criou um aparelho de design e ferramentas revolucionárias: é possível ver filmes na telinha desse aparelho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mais recentemente temos o iPhone, da mesma empresa: este aparelho é um telefone celular, com acesso à internet e música digital. Sua tela é sensível a toques, e tem a mesma possibilidade de “arrastar” ícones e imagens como um mouse em um computador faz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;            Para as sociedades pré-industriais, ou mesmo industriais, Domenico de Masi explica a receita: invistam em educação, para formar um capital humano inovador, e principalmente: deixem o capitalismo trabalhar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116924476123770010?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116924476123770010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116924476123770010&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116924476123770010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116924476123770010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2007/01/o-trabalho-na-era-ps-industrial.html' title='O Trabalho na Era Pós-Industrial'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116700890618460761</id><published>2006-12-24T23:05:00.000-02:00</published><updated>2007-01-03T00:00:36.046-02:00</updated><title type='text'>Os Limites da Democracia</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Se os pobres votassem para que os bens dos ricos fossem distribuídos entre eles, não seria isso uma injustiça?”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aristóteles&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O que é democracia? Um sistema onde as decisões tomadas pelo governo têm que passar pela aprovação da maioria da sociedade. Isso é, pelo menos em princípio. Na democracia clássica, aquela praticada em Atenas na Grécia antiga, todos os cidadãos têm direito a voto direto nas decisões tomadas pelo Estado; a democracia moderna se aproxima mais de uma república, onde a sociedade expressa seus interesses através de representantes eleitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O sistema democrático, especialmente o representativo, tem falhas inerentes a ele próprio, tanto quanto o ser humano tem falhas – trata-se de algo natural. Muitas ditaduras usaram o argumento de que uma democracia “não tem o poder de agir decisivamente” para ganhar o apoio do povo em momentos de necessidade. Na verdade, a democracia, ao dar a todos ao menos uma possibilidade de ação, tende a contrabalançar essas falhas naturais, onde uma ditadura tende a realçá-las, pois não há ninguém para se opor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assumimos hoje que a democracia é a melhor forma de governo que já foi testada. Até este ponto, as únicas pessoas que se irritaram ao ler este artigo foram aquelas que defendem um governo forte para “dar rumo” à sociedade. Mas não se aflijam – o objetivo aqui não é defender a democracia, mas discutir a frágil relação entre o poder popular e a liberdade individual.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É amplamente considerado, hoje em dia, que o fato de eleger um representante para atender aos interesses de um grupo é algo legítimo. Por exemplo: um grupo de cidadãos de uma cidade concordam em apoiar a candidatura de determinado vereador, sabendo que, se eleito, esse vereador vai fazer com que a máquina do Estado penda para o lado daquele grupo, através de leis. Esse é, sem dúvida, o princípio fundamental da democracia. Mas será que é só isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como já foi lembrado muitas vezes anteriormente, o Estado não é uma entidade auto-suficiente – ela funciona com recursos tirados na marra daqueles que trabalham gerando riquezas. Esses trabalhadores, empresários etc. pagam tanto quanto qualquer outro, mas pode ser que não tenham número ou organização suficiente para eleger um representante seu. Como fica então? Será que, por ter maior poder político, aquele grupo que se organizou pode usar os recursos tirados de todos para fins que lhes dêem vantagem? Será que é justo que eles usem o Estado para interferir nas liberdades do segundo grupo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É aí que se encontra o dilema da democracia em uma sociedade livre – respeitar os direitos de todos, e ao mesmo tempo garantir que os governantes passem por uma substituição periódica, mantendo-os subordinados à vontade da população. Como evitar que grupos de interesse monopolizem o governo, prejudicando outros em favor próprio? A única solução para esse problema, que não passe pela anarquia, é a solidez das instituições: em qualquer constituição deve estar bem especificado o papel do Estado e dos representantes eleitos. O respeito a essas regras deve ser dever de todos, e as violações punidas exemplarmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Constituição brasileira, elogiada pela imensa maioria dos acadêmicos e políticos brasileiros, é um autêntico livro de terror para um liberal, pois atribui ao Estado um número enorme de responsabilidades “politicamente corretas” bastante genéricas, e que dão amplo espaço para distribuição desigual de impostos da maneira que mais agradar aos representantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, como se não bastassem os problemas inerentes à democracia representativa, entre os quais se destacam a corrupção e o uso de poder em benefício próprio, a própria estrutura do sistema de governo democrático-representativo brasileiro dá margem para que os representantes usem o dinheiro público como eles – ou suas bases de apoio – bem entenderem.&lt;br /&gt;A maior necessidade do Brasil neste momento é uma profunda reforma estrutural, que dê mais espaço para o indivíduo exercer seus direitos e menos poder ao Estado e seus agentes para decidir os rumos da vida nacional. Novamente, devemos lembrar que os nossos governantes são empregados e não patrões – eles foram eleitos por um certo grupo de cidadãos, mas são subordinados à toda a sociedade, e portanto devem servir a ela como um todo. Afinal, como dizia um tal de James Bovard: “Democracia deve ser alguma coisa mais do que dois lobos e um cordeiro votando o que comer no jantar.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116700890618460761?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116700890618460761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116700890618460761&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116700890618460761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116700890618460761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/12/os-limites-da-democracia.html' title='Os Limites da Democracia'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116603694288269415</id><published>2006-12-13T16:40:00.002-02:00</published><updated>2006-12-16T15:39:23.016-02:00</updated><title type='text'>Os Erros do Gigante</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/192/3926/1600/880365/chinesegalleon.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/192/3926/400/126248/chinesegalleon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Reconstrução em computação gráfica de um galeão chinês presente na expedição de Zheng He do século XV. Esse modelo podia levar cerca de mil tripulantes.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;A China hoje é um dos países que mais crescem economicamente, não somente em números como também têm-se verificado grande melhora na qualidade de vida da população e na escolaridade das pessoas. Quarenta anos atrás, a China vivia num regime de economia fechada e planificada, totalmente controlada pelo Estado e arruinada por crescente militarização. Hoje, a liberdade econômica é um dos principais princípios de sustentação da economia chinesa, e o governo chega a admitir a existência de propriedade privada na Constituição. Como se deram tais mudanças? Para entendermos melhor a mentalidade do povo chinês temos que nos aprofundar mais em sua história e sua cultura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Na história do mundo, a China é uma das nações unificadas mais antigas da Terra, com uma cultura cuja longevidade se estendeu a outras nações e sempre foi guia para as decisões que essa civilização tomou. Os chineses foram unificados pela primeira vez sob a dinastia Qin, que oficializou a escrita chinesa e de um modo geral a cultura, mas mesmo antes disso as dinastias anteriores acreditavam na vontade dos deuses como legitimadores do mandato do Imperador, na cultura deles o filho dos céus. Se algo dava errado com a dinastia, se o povo passasse necessidades, se o Imperador explorasse a população com trabalho extra e taxas absurdas, revoltas aconteciam, e essas dificuldades eram tidas como sinais de que os céus desaprovam este Imperador. Deste modo, caíram muitas dinastias, os Qin dentre elas, graças ao seu autoritarismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Períodos prósperos se sucederam, sob a dinastia Han que se caracterizou por fatores como a dinamização da economia (com a abertura da Rota da Seda, que ia até Roma), a abertura cultural e como a criação de um funcionalismo público eficiente, com testes para admissão que incentivavam a competitividade nesse povo. Essas reformas e as influências culturais estabeleceram as bases definitivas da cultura e da sociedade chinesas, que prevalecem até hoje (tanto é que a etnia “chinês” é chamada de “Han”). Nas dinastias Tang e Sung a China era uma das maiores potências do mundo, com a maior população da Terra e com cada vez mais inovações tecnológicas. Depois dos Sung, porém, houve uma grande invasão mongol e o estabelecimento da dinastia Yuan, que durou algum tempo, e depois a dinastia Ming.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E é aqui o ponto em que a China muda de mentalidade drasticamente. Nesta dinastia a tendência de reviver os valores Han foi presenciada, porém uma parte da elite se tornou conservadora e fechada, enquanto outra continuava com ideais de abertura econômica e cultural da China para o mundo. As expedições de Zheng He pelo Oceano Índico datam deste período, viagens nas quais foram estabelecidos laços políticos e econômicos com regiões da África Oriental, Índia e Oriente Médio. Supostamente esta expedição teria chegado ao Cabo da Boa Esperança e às Américas, como alega uma popular (porém controversa) teoria atual. O caso é que eventualmente eles acabariam fazendo isso, pois a China tinha todas as condições para tal, apesar de ter intenções diferentes. Os navios chineses eram gigantescos, capazes de carregar centenas de soldados, com suas armas e cavalos. A China era um gigante auto-suficiente, sem necessidade de expandir, mas com o desejo de fazê-lo por interesses políticos, de estabelecer vínculos tributários e marcar a dominância do Império Chinês na região. E porque tais viagens não continuaram?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O importante aqui não são as viagens, mas o processo que envolveu seu fim decretado. Na China uma intriga entre elites surgiu, e as elites conservadoras confucionistas venceram as elites religiosas liberais. Na metade do séc. XV toda a grande marinha chinesa foi decomissionada, e toda a construção de navios para navegação marítima foi cancelada, declinando também a indústria de ferro. No final do século, os súditos do Império foram proibidos de construir navios ou deixar o país. O comércio se revitalizou quando a prata substituiu o papel-moeda. Historiadores alegam que essa renovação se transformou em estagnação, e que a ciência e a filosofia foram travadas em uma rede apertada de tradições que frustravam toda a tentativa em algo novo. Aqui começa o calvário chinês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Por séculos que se seguiram, a China fechou-se ao mundo, agora sob a dinastia manchu, os Qing. Eles foram estritamente tradicionais e não mais se expandiram comercialmente pelo mar, somente à força militar em terra, notadamente na Ásia Central. E tudo isso enquanto chegavam os europeus pelo mar e atrelavam os mercados asiáticos e africanos às suas metrópoles. A China poderia ter competido com os europeus, firmando-se como potência marítima e regional, mas não o fez e ficou atrasada. Um episódio interessante de se mencionar para ressaltar o fechamento chinês trata de uma visita diplomática inglesa à Beijing, que trouxe dentre os presentes o que havia de mais avançado tecnologicamente na Inglaterra da época (que já entrava na Revolução Industrial). Os chineses despacharam um embaixador à Londres, que afirmou que os chineses não foram impressionados pelos presentes ingleses, e que a Inglaterra estava livre para pagar homenagem e tributo ao Imperador. Londres nunca mais tentou uma aproximação diplomática com os Qing.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O que se segue, é claro para todos. O eventual esgotamento dos mercados mundo afora que leva os europeus (obviamente não isentos de qualquer parte da culpa) a infiltrar seus produtos na China. E como a China era praticamente auto-suficiente e ao mesmo tempo soberana, os produtos europeus não podiam entrar no país (mesmo que fossem de melhor qualidade e proporcionassem uma competição construtiva). Os ingleses venderam ópio, e até guerrearam por este mercado. Nesta guerra os chineses foram derrotados, seu ego foi duramente golpeado e a população tomou consciência da incompetência do governo Qing em modernizar o país. Revoltas aparecem em toda a China, enquanto os europeus começam a abrir caminhos à força de armas para atingir o mercado chinês. Tantas insurgências e tumultos levarão, no século XX, à derrubada da monarquia, seguindo-se a isso o estabelecimento do partido nacionalista chinês como único legalizado pela República da China e posteriormente o estabelecimento da República Popular da China, na China continental, liderada por comunistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Claro, os europeus estavam errados como qualquer entidade política que declara guerra e destrói vidas. Mas mais errados estavam os governantes Qing, que não se preocupavam com a soberania chinesa e com o aumento do poderio ocidental. Já no início da Era dos Descobrimentos a China podia ter se tornado um poder marítimo regional e poderia negociar em pé de igualdade com as civilizações ocidentais, adaptando o que ela quisesse sem precisar ter de ceder muito às nações européias. E o que os Qing deviam ter feito era não se contentar com o medíocre, mas ir buscar além. Eles se colocaram numa posição confortável, acreditando que a China era soberana por direito divino, se apegando às tradições e falharam em perceber que o mundo à sua volta mudava, e se perceberam, falharam em fazer a China acompanhar as mudanças. A China podia estar como potência na região, e, no entanto, foi explorada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A função do poder militar e político não é tornar o país forte o suficiente para derrotar os outros ou algo do tipo, ao contrário do pensamento de muitos. A função desses poderes é assegurar a soberania do país, defender os interesses de sua população e a integridade da mesma. Custe o que custar. A posição cômoda dos Qing, arrogante quando precisava ser humilde, passiva quando precisava agir, indiferente quando o poder público precisava-se fazer presente causou a derrocada da China.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E atualmente? Nos anos seguintes à morte de Mao Zedong, reformas liberais foram feitas para reestruturar a economia chinesa e atrair investimentos. Os chineses conseguiram, depois disso, transformar o poder econômico em político de modo que sua soberania fosse garantida e que ela pudesse novamente negociar em pé de igualdade com os outros países. Com a China podemos aprender que um país deve se impor, e nunca se alienar do mundo, pois este nunca pára de evoluir e quando um país não evolui com o mundo, está sujeito a perder participação nas decisões de âmbito mundial que afetam o povo desse país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116603694288269415?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116603694288269415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116603694288269415&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116603694288269415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116603694288269415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/12/os-erros-do-gigante.html' title='Os Erros do Gigante'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116483615486104043</id><published>2006-11-29T19:34:00.001-02:00</published><updated>2006-12-13T00:21:43.830-02:00</updated><title type='text'>Sobre o Pão Francês</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/192/3926/1600/433901/bread_5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/192/3926/200/321109/bread_5.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Estima-se que o pão tenha aparecido por volta de 10 000 a.C. e difundido pelos hebreus. Com o tempo ele se tornou um verdadeiro símbolo, uma personificação perfeita que resume o conjunto dos alimentos. Ele aparece desde a oração modelo - o pão nosso de cada dia - até provérbios conhecidos no mundo inteiro como o polonês "sem trabalho não há pão". Hoje ele é consumido em quantidade incrível e em alguns lugares, como no Marrocos, as pessoas comem até 100 quilos por ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mesmo com uma história tão antiga, um verdadeiro patrimônio da humanidade, o Estado acha que tem o poder de tomar para si as decisões que deveriam pertencer a ninguém mais que o produtor e o consumidor. A lei que recentemente entrou em vigor, obrigando que a venda desse produto seja feita por quilo é apenas um dos muitos exemplos da invasão estatal nas questões individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vamos imaginar um vilarejo. Nesse lugar há apenas um vendedor de pão. Ele vende seu produto por unidade e seus pães costumam ser bem negros. Mas uma parte dos habitantes desse lugar gostaria de comprar por quilo, pois acham que é mais vantajoso ou por qualquer outro motivo que não nos interessa. Existe ainda outra parcela da população que gosta de pães menos assados, mais brancos. O que acontece então? O vendedor deverá se adaptar a esses tipos de consumidores, produzindo as duas variedades do pão e vendendo dos dois modos. E se não o fizer, por um motivo qualquer? Aparecerá um outro vendedor de pães! Concorrência é isso, é saudável. Alguém que tenha espírito empreendedor irá entender que pode lucrar com a situação e vai produzir outra variedade ou as duas, vendendo de maneira diferente ou como for de interesse de seus consumidores. Além de tudo, os dois produtores em questão terão que fazer uma corrida pela qualidade a fim de atrair mais clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A lei que está em vigor agora neste país visa apenas atrapalhar essa relação espontânea entre cidadãos (relação essa que para a esquerda é de violência e exploração) e não faz mais nada que prejudicar a economia de mercado e suas leis, que Smith chamava de mão invisível. Agora temos notícias de outra frente parlamentar que deseja fazer com que o pão volte a ser vendido por unidade. Grande coisa, é um projeto tão ridículo e ineficaz quanto o outro. É por isso que esse país ainda tem muito a aprender. Quanto se trata de marketing político são mestres. Quando é o que interessa mesmo, são amadores. Procuram o problema exatamente na solução e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A única crítica plausível a essas leis econômicas é a sacanagem de alguns maus elementos e chupins que formam os chamados cartéis, crimes como combinação de preços e distribuição de mercado por parte dos pilantras em questão. Esse tipo de discussão deve sempre ser levada em conta até porque é de interesse do próprio liberalismo que o problema seja solucionado. Essa prática é proibida por lei e deve ser punida. E, quando sujeitos exploradores (esses sim o são) como esses são pegos devem servir de exemplo a todos os demais. Não é absoluto, não é perfeito? Não. Mas o que é nesse mundo? Felizmente ainda teríamos ferramentas para coibir esse tipo de ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas a mudança não virá enquanto o Estado for visto de forma paternalista. Stuart Mill dizia em seu &lt;em&gt;On Liberty&lt;/em&gt; que as pessoas aos poucos vão entendo que o poder do Estado nada mais é que o poder do conjunto de indivíduos. Pena que nessa matéria (como na maioria) ainda estamos atrasados. É nesses casos que o Estado deveria agir. Em vez disso, prefere pensar em coisas que definitivamente não são de sua conta como se tornar empresário etc, etc. Outros ainda pregam que o problema de tudo está na luta de classes. Atrasados novamente e dessa vez pelo menos uns 150 anos. Não é tão difícil compreender que a verdadeira luta hoje em dia não é mais de patrões contra empregados. Mas sim de &lt;strong&gt;patrões e empregados&lt;/strong&gt; conta aproveitadores e criminosos. E como, ao que parece, está cada vez mais difícil que isso seja compreendido, tempos duros virão pela frente...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116483615486104043?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116483615486104043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116483615486104043&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116483615486104043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116483615486104043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/11/sobre-o-po-francs_29.html' title='Sobre o Pão Francês'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116406128500287252</id><published>2006-11-20T20:12:00.000-02:00</published><updated>2006-12-11T03:46:49.440-02:00</updated><title type='text'>Adeus, Marx!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/1600/2481897.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/320/2481897.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"O Capitalismo gera o seu próprio coveiro, pois é fundamentado na Injustiça Social e na exploração do Trabalhador” &lt;strong&gt;Karl Marx&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br&gt;Karl Marx viveu no século XIX e presenciou a Segunda Revolução Industrial. Assim, sua teoria propõe-se a analisar o papel do setor secundário na Economia e principalmente do operariado.&lt;br /&gt;Marx estava certo, quando dizia que um sistema que tende a excluir e explorar uma maioria em benefício de uma minoria está fadado ao fracasso. Exemplos não faltam. O Antigo Regime caiu porque a maioria oprimida se levantou e fez uma revolução, a Francesa. De acordo com essa lógica, Marx então pensou que assim que os operários se unirem e fizerem a revolução, como está escrito em o Manifesto Comunista, o capitalismo ruiria. É, parece que estava correto. O Capitalismo não era selvagem. Era desumano. Até crianças trabalhavam em condições subumanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Devemos lembrar, no entanto, que essa teoria é do século XIX. Após 200 anos, o “injusto” Capitalismo mudou. Vamos, portanto, analisar as novas relações de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Como dito antes, era o operariado (incluído no setor secundário) que estava em expansão e fortalecimento, graças à crescente influência que a Indústria detinha na Economia, pois um país desenvolvido era um país industrial. Marx, então, formula sua teoria com base nesse setor, após analisar as relações de trabalho existentes entre patrão e empregado, estas serem mesmo de exploração. Portanto, esse operariado deveria se unir (“Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos” Manifesto Comunista) e derrubar o Capitalismo, inaugurando o Socialismo e o bem-estar de todos os trabalhadores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas atualmente o operariado tem nenhuma ou pouca influência, porque as transformações pós-II Guerra alteraram a estrutura social mundial: Vemos hoje a ascensão do setor terciário da Economia, os Serviços. Pode uma teoria baseada no segundo setor servir para o terceiro? Não. Segundo Domenico de Masi, que criou a teoria da Sociologia do Trabalho para o século XXI, o empregado, não mais operário, tem como função atual inovar. Neste século, não importa quem tem mais indústria poluidora, ainda segundo de Masi. Importa quem investiu em capital humano, e esse capital retorna em forma de serviços na área de tecnologia. Quantas invenções presenciamos cada vez mais rapidamente? Quantos trabalhadores ganham mais e vivem melhor do que no século XIX?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E a indústria? Os robôs trabalham agora. E o antigo operário, imortalizado na figura do apertador de porcas e parafusos, hoje é programador de robô, analista de sistemas, desenvolvedor de hardware, inventor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Outro ponto que a teoria de Marx toca é sobre a questão da perda dos “meios de produção”, e sua conseqüente apropriação pelo burguês. Isso no século XIX. Atualmente, a grande maioria dos empregados são donos dos meios de produção, graças ao aparecimento dos acionistas. Qualquer pessoa, seja ela rica, pobre, burguesa, comunista, pode investir na bolsa de valores e comprar ações de qualquer empresa que lá esteja negociando-as. A partir do momento que essa pessoa as compra, estará comprando uma parcela da empresa, e terá direito aos dividendos, que são porcentagens que a pessoa ganha em cima do lucro dessa empresa. Os trabalhadores do Bradesco são um exemplo. A política desse banco é vender ações para seus trabalhadores, de forma que o controle da empresa não saia dos trabalhadores do Bradesco. Os presidentes atuais desse banco foram trabalhadores dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Qual o papel de Marx na História então? Foi um dos primeiros a criar teorias econômicas sobre o funcionamento do Capitalismo. Influenciou na criação de sindicatos, associações e uniões para lutar por direitos trabalhistas. Hoje, suas teorias encontram diferentes realidades, e não servem para explicar o presente. A esquerda que percebeu isso, principalmente a européia, hoje luta por políticas de Estado que barrem a criação de desigualdades e injustiças no Capitalismo, como políticas de educação e criação de Agências Reguladoras. Diferentemente da velha e arcaica esquerda brasileira, que ainda discute formas de ditadura do proletariado, de confisco do patrimônio alheio (em nome do “bem comum”, óbvio) e de políticas de Estado soviéticas de “fomento” do desenvolvimento. Vide P-SOL, PSTU, PCO, e grande parte do PT.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116406128500287252?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116406128500287252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116406128500287252&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116406128500287252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116406128500287252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/11/adeus-marx.html' title='Adeus, Marx!'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116343991397970381</id><published>2006-11-13T15:29:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T17:34:44.643-02:00</updated><title type='text'>Educação, liberdade e as perspectivas dos jovens</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No Brasil, o Estado sempre foi uma instituição de importância imensa. As responsabilidades a ele atribuídas são tantas, que é costume generalizado culpar o governo primeiro. Com a educação, não é diferente: o Estado brasileiro sempre usou o dinheiro dos impostos para financiar uma educação chamada “pública”, como tantos outros serviços que não estão necessariamente ao alcance de todos mas são pagos por todos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Neste país, é tabu criticar qualquer forma de transferir um serviço realizado pelo Estado para a iniciativa privada; no caso da educação, simplesmente sugerir que talvez não seja responsabilidade do governo provê-la de graça a todos é certeza de ser crucificado. Portanto, já que discutir um assunto como esse é provavelmente um desperdício de tempo, observemos um fato inegável por qualquer pessoa com uma mínima noção do estado atual deste país: a educação “pública” está em uma situação lamentável, tanto em termos de estrutura quanto de resultados.&lt;br /&gt;A solução imediata apontada pela maior parte das pessoas é “mais verbas!”, mas até mesmo algo aparentemente simples e óbvio como redirecionar mais verbas para aumentar a qualidade de certo serviço não é necessariamente verdadeiro no Brasil. Aqui, existe todo tipo de obstáculo burocrático, auxiliado pela corrupção e incompetência, para que as verbas não cheguem onde deviam, ou sejam mal utilizadas. Melhorar a qualidade dos gastos do governo é um passo que precisa ser tomado para que a do ensino público também melhore. Mesmo assim, talvez a solução para os alunos brasileiros não esteja exclusivamente na melhora das instituições de ensino... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Apesar de a educação pública deixar a desejar, o fato de alguém estudar em uma escola boa ou ruim não sela seu destino – muitos alunos esforçados de escolas públicas chegam onde muitos alunos medíocres de escolas particulares jamais sonhariam. O esforço e capacidade individuais são capazes de superar qualquer barreira, inclusive uma má instituição de ensino. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Já que há bons alunos em escolas ruins e vice-versa, deve haver alguma razão para grande parte dos alunos apresentar maus resultados ao longo de seu período escolar, além da má qualidade do ensino em si. O aluno regular de uma escola pública do ensino médio, por exemplo, tem pouca ou nenhuma perspectiva de melhorar de situação. A falta de oportunidades, e o “sonho brasileiro” (conseguir um emprego que se dê por garantido, sem necessidade de grandes esforços) não contribuem para o sucesso de nossos jovens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nesse ponto, o Estado brasileiro falha duplamente. Falha em oferecer uma educação de qualidade aos jovens, e falha ao sugar o sangue dos brasileiros através de impostos e burocracia asfixiantes. O empreendedorismo e o sucesso são sufocados e punidos, enquanto programas assistencialistas premiam a mediocridade (com o perdão da palavra). Como podemos esperar que nossos jovens dêem o melhor de si, se não há com o que sonhar? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116343991397970381?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116343991397970381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116343991397970381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116343991397970381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116343991397970381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/11/educao-liberdade-e-as-perspectivas-dos.html' title='Educação, liberdade e as perspectivas dos jovens'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116261186644266852</id><published>2006-11-04T00:29:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T21:42:45.746-02:00</updated><title type='text'>Mais Quatro, Brasil?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/1600/lula_bio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/320/lula_bio.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;No dia 29 de outubro de 2006 brasileiros de todas as regiões, crenças, costumes e classes sociais foram às urnas, exercer seu papel na democracia brasileira &lt;i&gt;cientes das conseqüências da eleição de um ou de outro candidato. &lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;Mentira. É falso dizer que a totalidade da população estava ciente das conseqüências da votação. O Brasil pode ser comparado a uma enorme e diferenciada família; tanto é que o candidato vencedor desta eleição é ninguém menos que o “Pai dos Pobres”, e tudo que ele precisou para ganhá-la foi aumentar a mesada de seus desafortunados filhos, quando depois de quatro anos de governo ele poderia colocá-los em escolas, criar um plano de saúde gratuito e decente para eles ou mesmo reformar o orçamento dessa enorme família que chamamos de Brasil. Enquanto nós, do sul do Brasil, que queremos um chefe de família que bote a casa em ordem, ajuste as finanças, tire o peso fiscal de todos os brasileiros e que permita a livre iniciativa na família, nossos irmãos do norte estão em condições tais que para eles basta um chefe de família que mantenha a mesada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como era de se esperar, os pobres do Brasil não têm dúvidas sobre a inocência de seu pai no gigantesco esquema de corrupção criado pelos companheiros dele, que se apoderaram de um dinheiro proveniente de todo o povo cujo intento era beneficiar todo o país. Como disse o colunista da Época, Ricardo Neves, somos a Escandináfrica, um país cujos impostos são comparáveis aos de países escandinavos, e cujos serviços são comparáveis aos de países africanos. E a pergunta que não se cala, é por que isto acontece? Dos inúmeros motivos, alguns deles citados pelo colunista, um deles é justamente essa máquina da corrupção que foi reeleita. O governo joga sobre os ombros do contribuinte o peso pelas ineficiências (dentre elas a corrupção) e o custo fica cada vez maior para mantermos um estado obsoleto, com uma economia persistente, porém freqüentemente sufocada pela burocracia e falta de planejamento. As reformas tributária e fiscal eram essenciais para descarregar esse peso e renovar a economia, mas o que tivemos foi uma reforma tributária mal feita e nenhuma reforma fiscal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o presidente mal tentou proteger os interesses dos brasileiros na ocasião da nacionalização das refinarias da Petrobrás na Bolívia. Simplesmente deixou-se levar por semelhanças ideológicas e satisfez-se com um acordo que não afeta a distribuição de gás natural. Obviamente o presidente Lula não entende o conceito de reputação do país. Se o Brasil quiser continuar a ser a nação dominante na América do Sul seu presidente deve zelar pela imagem de seu país. O caso é que o Brasil saiu desse embate com a Bolívia como um país fraco, sem ter tomado providências como encaminhar um processo ao Tribunal Internacional de Haia, ou impor algum tipo de sanção econômica ou política. Morales certamente poderia ter dito que o Brasil de Lula era um “tigre de papel”. E é verdade o velho ditado popular que diz: “se você dá uma mão, vão querer um braço”. Demonstrar fraqueza pode arruinar interesses políticos regionais, daí os abusos argentinos nas negociações do Mercosul. Certos eles, defendendo seus interesses enquanto o Brasil dá espaço para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil podia ter escolhido um presidente que faria as reformas fiscais, tributárias e políticas que tornariam a economia eficiente e nos poupariam de apelidos como Belíndia ou Escandináfrica. O Brasil podia ter escolhido um presidente que defendesse seus interesses num âmbito internacional, ao invés de um que cedesse às picuinhas ideológicas. O Brasil podia ter escolhido um presidente que, reformando a máquina econômica, poderia empregar vastos contingentes e melhorar a qualidade de vida da população sem ter de investir num plano assistencialista que encarece a manutenção do Estado. Mas não o fez. Se você tentar explicar toda essa conjuntura acima descrita aos sertanejos miseráveis que elegeram Lula, o que você acha que eles entenderiam?A ignorância é imposta a esse povo pela negligência das autoridades, e isso definitivamente favoreceu Lula. Esses eleitores de Lula não têm idéia de como o Brasil poderia ter crescido se Lula não se reelegesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lutar contra a imagem negativa de seu governo no resto do Brasil, Lula muniu-se de marketing pesado e muitas acusações falsas para recuperar os votos da esquerda traída pelo PT. Por mais que seja ilógica a privatização de instituições tão lucrativas quanto o Banco Central ou a Petrobrás (pois privatizações são feitas apenas com empresas que deixam de lucrar como deveriam), e por mais que Alckmin negasse categoricamente todas essas acusações infundadas, Lula insistentemente repetia essas acusações, e era tudo o que a esquerda precisava para reavivar suas esperanças no atual presidente. Lula foi inteligente, soube recuperar seus eleitores ao tocar no ponto fraco de cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há muito a ser feito agora. As eleições se encerraram, e só podemos esperar pelo fim dos quatro anos. Mas com o congresso dividido como está, é bem possível que ocorra uma crise política, exatamente no momento em que deveria haver convergência entre os dois lados para a elaboração da reforma política. Provavelmente isso ocorreria sob a chefia de Alckmin também, é bem menos provável que Lula faça as reformas econômicas necessárias para estabilizar o país. Então esperemos que o povo descubra de vez quem é Lula nesses quatro anos que se seguem e que o povo vote consciente próxima vez, sem ser iludido por jogadas políticas infames como as utilizadas nesta eleição.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116261186644266852?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116261186644266852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116261186644266852&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116261186644266852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116261186644266852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/11/mais-quatro-brasil.html' title='Mais Quatro, Brasil?'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116191806469453796</id><published>2006-10-26T23:43:00.000-03:00</published><updated>2006-11-20T19:44:58.186-02:00</updated><title type='text'>As Privatizações e a Novilíngua Petista</title><content type='html'>&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/1600/5857167.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/320/5857167.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong style="font-family: georgia;"&gt;“Ignorância é Força"&lt;/strong&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;George Orwell&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já há algum tempo, circula na Internet um livreto denominado “Novíssimo Dicionário de Novilíngua Petista”, em alusão à obra de George Orwell. A princípio, parece mais um desses spams de humor. Mas a coisa é mais séria do que parece... Além dos primeiros verbetes desse dicionário, pensei que poderia acrescentar dois. Um deles é golpista. Golpista é aquele que preza pela justiça, tenta desmascarar e punir políticos corruptos. O outro, que no caso é bem mais grave, pois mexe com o imaginário do povão e já está completamente disseminado como um verdadeiro dogma, é privatizar. Privatizar é vender o patrimônio do povo, é entregar o que é nosso aos porcos capitalistas que conquistaram algo na vida com muito esforço e que geram empregos, é possuir chifres e uma cauda vermelha com uma seta na ponta, é destruir, é fazer o pacto com Mefistófeles. Não interessa se é bom ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma prova disso é a campanha eleitoral, principalmente do segundo turno. Já repararam? Ela se baseia assim: Fernando Henrique Cardoso, do partido do Alckmin, privatizou mais de setenta empresas. Geraldo Alckmin privatizou um monte de empresas em São Paulo. Lula afirma que não vai privatizar mais nada. Diz também que o apedeuta não privatizaria a Vale e as Teles. Mas não há discussão alguma. Ninguém discute nem explica se é ou não interessante para o país, analisa os resultados das anteriores ou faz uma perspectiva para futuras privatizações. Para quê, não é mesmo? Afinal de contas, todo o povo já sabe que são maléficas e demoníacas. O pior de tudo é quando o candidato da oposição não tem mais o que fazer a não ser concordar com isso e se entregar a essas idéias, tal a situação criada em nosso país. É a Novilíngua Petista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos nos concentrar nas empresas que a propaganda Lulista nos aponta: CVRD e a Teles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Companhia Vale do Rio Doce foi privatizada em 1997, vendida para a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN -, em leilão realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O leilão contou com a participação de várias empresas e 41,73% das ações ordinárias do Governo Federal foram adquiridas pela referida empresa por US$ 3,3 bilhões. O vermelho não pode deixar uma prática dessa passar em banco. Devem, então, arranjar alguma desculpa para criticar a privatização. E a desculpa, como ouvimos a toda hora, é o “preço de banana” pelo qual ela foi vendida. Os vermelhos dizem que uma empresa que vale hoje R$ 100 bilhões de reais não poderia ser vendida por tão pouco. Ora, quem diz isso só pode possuir algum dom especial. Como saber se uma empresa vai crescer? Só com o tempo e com muita luta por eficiência! Se a posição atual da Vale era tão óbvia, por que as outras empresas que participaram do leilão não pagaram mais? Afinal, estava a preço de banana e é claro que elas também gostariam de lucrar tanto, não? Risco! O mundo do mercado e do empresariado é marcado por essa coisa chamada risco. Por essa coisa chamada coragem. E é exatamente isso que a esquerda critica desesperadamente, é medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda: mesmo assim, boa parte do capital da CVRD pertence ao BNDES e fundos de pensão. Mais de um milhão de pequenos acionistas, trabalhadores que fazem seus FGTS duplicarem, triplicarem, quadruplicarem e até quintuplicarem com os rendimentos. Resultados? Desses então, não precisaríamos nem falar. Hoje ela está em inúmeros estados brasileiros, cinco continentes, um lucro que pulou de R$ 500 milhões ao ano para R$ 10 bilhões. É, seguramente, uma das que mais geram EMPREGOS no país, cerca de 44 MIL diretos contra 11 mil em 1996 e mais 93 MIL indiretos. Agora mesmo, 24 de outubro, saiu a notícia que a canadense Inco teve mais de 80% das ações adquiridas pela Vale, o que a torna a segunda maior mineradora do mundo. Dizer o quê? Seria praticamente impossível essa notícia se a CVRD fosse estatal, pois não teria como investir. No entanto, todos os anos são bilhões e bilhões de reais de impostos ao governo com a empresa privatizada. Nada mau! Mau é para os petistas que querem abrigar seus correligionários fracassados e criam milhares e milhares de cargos de confiança, abrindo ainda mais espaço para a corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Lula disse que não privatizaria! Ora, quer mais que as Teles, que ele disse que também não privatizaria? Antes era um terror conseguir uma linha telefônica, havia até leilões! Preços altíssimos, uma espera semelhante à do cometa Halley. Hoje ligam em nossas casas oferecendo uma segunda linha. Já são mais de 90 milhões de telefones celular no país! No setor de empregos, mais de 100 MIL postos já foram criados pelas Telecomunicações após a privatização. Será que isso não é inclusão? Será que isso vai realmente contra os interesses do país como pregam os petistas? E tudo isso com um contrato sério e uma agência reguladora responsável por não permitir nenhuma sacanagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, só uma mente completamente fechada pode caminhar na contrapartida. Como disse recentemente o economista Rodrigo Constantino, a gente ainda está discutindo se a Terra é redonda ou quadrada e chegamos à conclusão de que é quadrada! Quando o Estado é empresário, a corrupção atinge um potencial muito maior, que vai desde dinheiro desviado para campanhas, propinas (como nos correios), cargos de confiança para abrigar os “companheiros”, até superaposentadorias para os funcionários públicos. Isso fora a administração ineficiente, gastos exorbitantes e inibição de investimentos externos. É disso que Lula se declara a favor quando diz que não privatizaria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116191806469453796?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116191806469453796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116191806469453796&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116191806469453796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116191806469453796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/10/as-privatizaes-e-novilngua-petista.html' title='As Privatizações e a Novilíngua Petista'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116078148554151852</id><published>2006-10-13T20:08:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T18:41:18.753-03:00</updated><title type='text'>Democracia para quê?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/1600/FotoHitlerMussolini.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/200/FotoHitlerMussolini.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;“A Democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Winston Churchill&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No Brasil, uma Democracia jovem, é quase normal culpá-la pelos males atuais. Eleições de “celebridades”, como Clodovil, Frank Aguiar e Agnaldo Timóteo, ou até corruptos declarados, como Maluf e a Turma do Mensalão, são vistos como brechas no Sistema Democrático, e a Ditadura como solução para impedir a posse de corruptos e a existência de eleitores tidos como “ignorantes”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;A Democracia é um Regime de Discenso, ou seja, utiliza a dialética e a constante crítica para melhorar a sociedade. Os Parlamentos seguem a regra de discutir e depois aprovar projetos, diferente dos Regimes de Consenso, como as Ditaduras, que “idiotizam” os cidadãos com programas de desinteresse pela Política e pela defesa da cidadania. Seus atos são justificados por líderes com nomes pomposos (como o “Grande Timoneiro”, “&lt;span style=""&gt;Führer&lt;/span&gt;” e “Pai dos Pobres”) como políticas de “Salvamento da Nação” e verdades absolutas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Infelizmente na Democracia Brasileira foram eleitos diversos Presidentes e Parlamentares completamente ignorantes. Entraram e usaram a máquina pública para o bem pessoal ou de seu partido. Vide Sarney, que segurou a inflação até as eleições para Governadores, Collor, que roubou o Estado e Lula, que terminou de roubar e criou programas absolutamente eficientes e fomentadores do desenvolvimento do Brasil, como o Fome Zero e a Cueca Cheia (de membros do governo).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Outro problema é que a Democracia Brasileira falha no sentido de permitir a eleição do candidato com projetos populistas e de formação de currais eleitorais, como o Bolsa-Família. Não há impedimento contra isso. Aquele que prometer mais gastos públicos, mais dinheiro aos pobres e demonizar os Estados Unidos com motivos puramente ideológicos ganha com certeza.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;E se a Democracia é um Regime de Discenso, por que ela não impede a eleição de analfabetos sem experiência de governo e corruptos com projetos populistas, que seriam desmascarados e derrotados pela dialética? Simples. Não é culpa do Sistema. A Democracia foi moldada com base nos Direitos Naturais de Liberdade, Direito de Expressão e Representatividade. São valores universais. Se o parlamentar ou governante foi eleito, de acordo com nossos valores, ele tem o direito (e o dever) de representar-nos, pois a maioria da população o quer como Presidente, Governador ou Deputado. Se Maluf foi eleito, é porque seus eleitores acreditam que ele é o melhor para representá-los e ninguém nesse mundo pode falar o contrário. Mesmo assim, a Democracia continua imperfeita. Ela não garante a impugnação de corruptos e incompetentes. Mas permite a sua demissão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116078148554151852?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116078148554151852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116078148554151852&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116078148554151852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116078148554151852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/10/democracia-para-qu.html' title='Democracia para quê?'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116070481010813782</id><published>2006-10-12T22:53:00.000-03:00</published><updated>2006-10-13T21:36:09.563-03:00</updated><title type='text'>Os Excluídos dos Cofres do Estado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/1600/fome_zero3.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/200/fome_zero3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Um dos principais temas de debate político em todo lugar diz respeito aos pobres, ou, no linguajar politicamente correto de hoje, os “excluídos socialmente”. Não há um candidato que não fale de sua preocupação com políticas de inclusão social, e os que podem ressaltam suas origens humildes, pois isso atrai a simpatia do eleitorado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Se o fato de ter origem humilde torna um candidato mais competente no que concerne a colocar o Estado Brasileiro nos trilhos –colocar, e não colocar de volta – não nos interessa discutir nesse momento. Voltando à questão da inclusão social, a primeira pergunta é: qual é o objetivo dos programas de inclusão (ou assistencialistas)?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Em primeira análise, o objetivo é ajudar aqueles que, por razões diversas, não atingiram um nível aceitável de sucesso econômico a engatarem com a marcha da sociedade, dando-lhes dinheiro ou outra comodidade direto dos cofres do Estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto à aplicação da inclusão social, questionemos primeiro os aspectos práticos: não sabemos todos que a máquina estatal é uma das instituições mais ineficientes que existem? Quantos recursos são desperdiçados com burocratas altamente desnecessários colocados lá por serem amigos de alguém, e quem garante que o sofrível planejamento estatal está levando a assistência para onde ela mais é necessária? E, por outro lado, vivemos em uma democracia representativa em que cargos político-administrativos têm remuneração (um tanto invejável), e portanto é quase certo que o assistencialismo seja usado para recrutamento de eleitores – um “mensalão do povo”. O fato de que os políticos brasileiros corrompem a população carente com tão pouco mostra o quão grave é a falência econômica e educacional das camadas mais excluídas da população.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Além de todos esses aspectos práticos negativos, devemos questionar também o princípio moral do assistencialismo estatal. Apesar de a tendência hoje ser aceitar intervenção estatal em vários aspectos de nossas vidas, principalmente econômico, é bom lembrar que existem limites para a ação coercitiva dessa instituição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Os recursos utilizados pelo Estado vêm, apesar de muitos gostarem de esquecer, do suor e do sangue de cada um sob seu poder, por meio de coerção (impostos). Como servo de todos e cada um sob sua jurisdição, a ação estatal deveria ser direcionada à preservação dos direitos básicos de todos: vida, liberdade e propriedade. Quando os recursos, coletados à força, são usados em beneficio de um ou de outro, os direitos daqueles que pagaram impostos estão sendo violados, duplamente. Como a tentação é muito grande, a história dos Estados tem sido a de uma violação atrás da outra, desde que os iluministas, e em especial os Pais Fundadores americanos, estabeleceram o que seria o Estado ideal (mínimo).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;O que deveríamos fazer então? Deixar os excluídos morrerem de fome, doenças e frio? Seria moralmente condenável, dispondo-se dos meios para evitá-lo. Um mito popular espalhado pelos socialistas é de que os liberais odeiam os pobres, pois não admitem caridade. Nada mais mentiroso – qualquer um com resquício de bondade deveria evitar que alguém morresse de fome. Os liberais aplaudem a caridade voluntária, e condenam o assistencialismo estatal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116070481010813782?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116070481010813782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116070481010813782&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116070481010813782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116070481010813782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/10/os-excludos-dos-cofres-do-estado.html' title='Os Excluídos dos Cofres do Estado'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116024533884628761</id><published>2006-10-07T15:18:00.000-03:00</published><updated>2006-10-13T21:36:44.203-03:00</updated><title type='text'>Síndrome de Policarpo Quaresma</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;Em agosto de 2000, o deputado Aldo Rebelo propusera um projeto de limitação dos estrangeirismos, alegando que o inglês nos era imposto de maneira a limitar nosso enriquecimento cultural com a criação de novos termos em português. E ele mesmo ficou envergonhado ao citar a palavra “outdoor” numa entrevista, logo corrigindo para “cartaz grande”. E não foi o primeiro nem o último nacionalista lingüístico a fazer tais críticas, sendo que em 1920 já existiam, na época voltadas ao uso do francês e ao português (mal) falado pelos imigrantes, principalmente italianos. E do mesmo jeito que Aldo Rebelo, nossa intelectualidade sempre quis impor (e ainda quer impor) a invenção de termos em português para essas palavras novas que vinham do exterior.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Afinal, por que a intelectualidade brasileira faz tais críticas? Os estrangeirismos são usados sem problemas pela maioria da população, e estão bem difundidos mesmo no português coloquial. Hoje, a grande maioria desses termos tornaram-se indispensáveis para o prosseguimento da nossa rotina diária, e querem baixar um decreto nos impedindo de usar palavras estrangeiras? Isso sim é que é uma imposição, em contraste com a assimilação espontânea de estrangeirismos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Voltando aos anos 20, lá tínhamos o uso de palavras do francês. Vocês percebem que hoje não temos mais? O que aconteceu? Um fenômeno lingüístico que faz parte do intercâmbio cultural sofrido pelo Brasil, o chamado aportuguesamento. Hoje, palavras como abajur, sucesso e constatar eram condenadas pela elite intelectual, mas graças ao aportuguesamento lento e gradual, sem nenhuma interferência, essas palavras vieram a ser integradas ao português. O que os lingüistas queriam na época era aportuguesar tudo por decreto, mas leva-se um bom tempo para que uma palavra estrangeira seja aportuguesada e torne-se popular na população. Somente com o consentimento e uso comum pela população uma palavra pode ser oficializada, e não é um decreto ou uma intelectualidade nacionalista que irá determinar se uma palavra deve ou não ser usada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uma análise mais global, percebemos que nenhum idioma no planeta deixou de sofrer influências de outros idiomas. O inglês que hoje é dito como imposto, surgiu de profundas influências francesas, nórdicas e latinas na língua germânica que era o anglo-saxão. O árabe influenciou muitas línguas sul-européias, o russo sofreu influência latina, e por aí vai. Os idiomas não são estáticos, mas dinâmicos, estão sob constante mudança, e esse processo nunca parou de acontecer.Acontece hoje mesmo, ainda que haja oposição por parte de projetos como o de Aldo Rebelo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Ao banir os estrangeirismos estamos rejeitando a principal característica que distingue o português brasileiro do português falado em Portugal: sua adaptabilidade. O português do Brasil é notável por sua informalidade e sua flexibilidade, o que faz com que seja uma língua única, que se constrói a partir de sincretismos lingüísticos. Afinal, nosso idioma é tão miscigenado quanto nossa própria cultura, e tirar a flexibilidade do nosso português faz com que se descaracterize uma porção formadora da cultura brasileira, indo contra a lógica miscigenadora que sempre regeu nossa evolução cultural e lingüística.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Vocês se lembram do movimento antropofágico motivado pelo modernismo? Este movimento incentivou a integração de variadas influências literárias às obras brasileiras. Era justamente uma reação à essa recolonização lingüística que a elite parnasiana pretendia. Retornar o português do Brasil aos padrões formais lingüísticos e culturais de Portugal era inaceitável, pois como já foi dito, o português falado do Brasil é tipicamente informal. O Brasil nasceu como uma cultura miscigenada, e essa miscigenação nunca vai acabar. Valores de fora sempre serão agregados e adaptados ao Brasil, de modo que leva-se tempo para que o processo de adaptação se complete.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div face="georgia" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Toda essa rejeição aos valores culturais de fora nos remete ao personagem Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. Policarpo era um visionário radical, que defendia que o Brasil podia ser totalmente auto-suficiente, na questão cultural, econômica, política e lingüística. Junto com outras propostas estapafúrdias, ele propôs o ensino e a imposição do tupi-guarani como idioma oficial do Brasil. Além disso, foi frustrado em todas as suas outras teses, e no final acabou sendo fuzilado pelo governo de Floriano Peixoto, este que foi seu amigo até o momento em que Policarpo fez oposição a seu governo. Parece que a intelectualidade brasileira nacionalista sofre de um caso grave de Síndrome de Policarpo Quaresma. O que eles precisam é de uma injeção de realidade para perceber que nenhum país no mundo conseguiu ser culturalmente auto-suficiente, nem tentando muito. Eles precisam entender que é um processo normal e contínuo, e que todas essas influências serão digeridas com o tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Quando José de Alencar escreveu “Senhora”, acentuou a palavra na primeira edição (“Senhóra”), valorizando a pronúncia da palavra no português do Brasil, em contraste com a pronúncia de Portugal (“Senhôra”).Desde então, nosso idioma tem se diferenciado de Portugal com a integração de palavras novas que com o tempo foram aportuguesadas, ao contrário do que fez Portugal, que criou palavras em português mesmo para as novas palavras. Em Portugal, para ler este texto você estaria manipulando o rato, não o mouse. Qual palavra você se sente mais confortável para falar? A maioria da população ainda se sente confortável falando mouse. Se nosso idioma deve ser mudado, que seja por evolução gradual e natural, seguida de um estudo lingüístico, ao invés de um decreto, este sim imposto, em contraste com os estrangeirismos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116024533884628761?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116024533884628761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116024533884628761&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116024533884628761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116024533884628761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/10/sndrome-de-policarpo-quaresma.html' title='Síndrome de Policarpo Quaresma'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-116023140779537042</id><published>2006-10-07T11:23:00.000-03:00</published><updated>2006-10-13T21:37:21.583-03:00</updated><title type='text'>Semana Cultural: Os Caminhos da Doutrinação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/1600/che.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 139px; height: 187px;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/320/che.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Nota da Carta Liberal: A Semana Cultural foi 4 dias de palestras com palestrantes escolhidos a dedo pela Área de &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Sociedade e Cultura do CEFET-SP, tradicional escola da zona norte de São Paulo. Esperamos que com esse artigo responda ao questionamento do internauta Leonardo.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; (Pela imagem já podíamos imaginar o que viria pela frente!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;  &lt;strong face="georgia"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;i style=""&gt;O ensino será ministrado com base nos princípios da liberdade – de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber – e do pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas.&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;b style=""&gt;Constituição Federal, art. 206, II e III&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Como diria o ditado, de boas intenções o inferno está cheio. A idéia de criar uma Semana de Arte Cultural com enfoque na América Latina é extraordinária. Conhecer quem está tão perto de nós, mas sobre os quais pouco sabemos é uma idéia um tanto quanto interessante e empolgante. Mas ao término da semana que conclusões pudemos tirar sobre ela?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;A palestra com o senhor Alejandro, do Exército Zapatista de Libertação Nacional foi uma das maiores demonstrações da doutrinação ideológica. Não simplesmente por sua exposição. Alejandro mostrou seu ponto de vista, o de alguém que já fez parte de tal movimento. Fez duras críticas ao governo mexicano e, entre muitas outras coisas, o famoso e popular &lt;i style=""&gt;imperialismo norte-americano&lt;/i&gt; e o &lt;i style=""&gt;demônio&lt;/i&gt; do Bush. O problema não está aí. Está no fato de que tudo isso ficou sem resposta. Se houvesse uma outra palestra mostrando o outro lado da história ou, melhor ainda, um debate entre duas pessoas com visões opostas, seria bem diferente, bem mais próximo do ideal. Mas da forma como foi feito, Alejandro e EZLN passam a ser vistos como os salvadores da pátria e donos da verdade, a única opinião possível e aceitável. E até agora há quem se pergunte se ele foi apresentar um tema ou vender livros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Os filmes não podiam deixar de dar mais um passo para a doutrinação. Exemplos como “A Revolução Não Será Televisionada”, “Machuca” e “Diário de Motocicleta” ajudam a dar uma idéia de quão lamentável foi a semana. É uma pena que esse tipo de prática seja tão comum numa escola que tenha um potencial tão grande, tanto por parte dos professores quanto dos alunos. Essa capacidade dos professores torna a situação mais grave ainda, pois é uma prova de que é feito conscientemente. Lástima.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Porém, o pior momento das atividades culturais ainda estava por vir. Foi convidado um grande sociólogo brasileiro, senhor Chico de Oliveira. Durante sua exposição, tentou levar a palestra da melhor maneira possível. Todos atentos e gratos por estarem vendo um grande intelectual brasileiro. Até que chega um sujeito fazendo barulho com toda altivez. Já dava para ver que boa coisa não sairia dali. Depois de algumas perguntas da platéia, o indivíduo pede para tomar a palavra. E a partir daí não preciso dizer mais nada. Poucos foram os que não se indignaram. Uma invasão. Chega a ser nojento o ocorrido. Diante de um profissional sério, aparece alguém que não sabíamos se era um professor ou um comediante (de péssimas piadas, por sinal).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Mas, ainda assim, foi possível encontrar um ponto alto nessa história toda. Os músicos foram brilhantes, muita gente que nunca tinha tido oportunidade de assistir música de qualidade ao vivo apreciou admirada às apresentações dos próprios alunos, “companheiros de trabalho”. Como diria Machado, &lt;i style=""&gt;“Dessa terra e desse estrume é que nasceu uma flor”&lt;/i&gt;. Essa flor foi a música. Mas, infelizmente, a única.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;De fato, não era de se esperar imparcialidade (ao menos uma tentativa) numa escola que durante todo o ano doutrina seus alunos e não se envergonha por isso. Pelo contrário: gosta, aprova e até busca. E, pior ainda, os alunos gostam dos doutrinadores. Não há dúvida de que é uma variante da “síndrome de Estocolmo”, na qual se estabelece uma relação afetiva entre estudantes e seqüestradores intelectuais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Que pena!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-116023140779537042?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/116023140779537042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=116023140779537042&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116023140779537042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/116023140779537042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/10/semana-cultural-os-caminhos-da.html' title='Semana Cultural: Os Caminhos da Doutrinação'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-115966648952974755</id><published>2006-09-30T22:32:00.000-03:00</published><updated>2006-10-27T22:27:38.033-03:00</updated><title type='text'>O Manifesto Liberal</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;"Ao votarem pela segunda vez no maior farsante de toda a história política brasileira, passam da condição de eleitores a cúmplices”(Carlos Vereza)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Dizem que em terra de cego, quem tem um olho é rei. No Brasil, rei é o cego, surdo e mudo. Nada ouvi, nada vi. Mas nós ouvimos, nós vimos, nós nos indignamos e, acima de tudo, não toleramos tudo que aconteceu no nosso país durante a última gestão.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Programas falhos, quando não completamente inúteis e ridículos, mentiras, crescimento lastimável e corrupção, corrupção, corrupção... É em vista de tudo isso que criamos este blog, nascido para denunciar as falácias desde governo e as hilariantes, porém preocupantes, idéias da falsa esquerda da América Latina.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Nosso lema é &lt;i&gt;pro brasilia fiant eximia&lt;/i&gt; (Pelo Brasil façam-se grandes coisas), lema que exprime exatamente o sentimento da maioria dos brasileiros. Nossos artigos buscam, de forma clara, objetiva e sem rodeios, mostrar quão atrasados e jurássicos são os ideais da atual esquerda latino-americana, os desmandos do governo Lula e, além disso, repudiar a doutrinação ideológica, tristemente presente nas escolas de nosso país, criando comunistas-mirim, sem mesmo lhes dar a chance de pensar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Esperamos que gostem e que publiquem seus comentários sobre nossos artigos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Muito atenciosamente,&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Bruno Palandrani Contessotto&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;George Luís de Vasconcellos Rodrigues&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Nilo Bessi Pascoaloto&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ricardo Felipe Ferreira Rodrigues&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-115966648952974755?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/115966648952974755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=115966648952974755&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/115966648952974755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/115966648952974755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/09/o-manifesto-liberal.html' title='O Manifesto Liberal'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35309697.post-115964878855101447</id><published>2006-09-30T17:36:00.001-03:00</published><updated>2006-10-13T21:39:15.226-03:00</updated><title type='text'>Greve e o Exemplo Europeu</title><content type='html'>&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/1600/photo.80.4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/192/3926/200/photo.80.3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Recentemente vivemos o período de uma greve geral no Sistema de Metr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ô&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; de São Paulo. Infelizmente no Brasil, inverte-se a moral e o sentido de tudo. Se a greve é um instrumento de luta por melhores condições e salários, porque se faz greves políticas como a do Metr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ô? Simples. Os l&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;deres sindicais, preocupados com a eleição de seu partido, o PT, seduzem a massa de manobra, que são os trabalhadores, a fazer o que eles querem. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É fácil perceber a sindicalização da máquina pública federal. Estatais, como a Petrobrás, tem em seus quadros empregados com funções de direção ex-sindicalistas, sem formação técnica. Por isso a Petrobrás, que vinha de sucessivos recordes de produção no governo Fernando Henrique hoje vê sua produção cair, apesar da auto-suficiência (lógico, o Brasil não cresce).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O fato é que os trabalhadores são seduzidos por discursos lindos e românticos de que a culpa é do capital internacional, do Imperialismo Americano e da “Venda de patrimônio do povo”, e esquecem de pensar no que é melhor para eles, se é a multiplicação de empregos nas novas linhas que serão construídas, com ajuda da iniciativa privada (essa é a chamada PPP → Parceria Público-Privada), maior eficiência (o Estado não tem recursos para compra de novos trens) e maior experiência, já que uma das exigências é que as empresas vencedoras da licitação trabalhem com o Metr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ô de outros pa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;íses. Os líderes sindicais são o que vemos hoje com o Bolsa-Esmola (“lindamente” chamado de Família), uns criadores de “currais eleitorais” de petistas, um meio para um fim, que é a eleição do PT.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A Inglaterra, com Margaret Tatcher, destruiu os sindicatos. Mas não especificamente a instituição sindical, mas os sindicatos dominados por aproveitadores que usavam os trabalhadores como instrumentos para chegar ao poder (&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;color:black;"  &gt;Déjà Vu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;). Hoje conhecemos a “nova esquerda”, o Partido Trabalhista inglês, de Blair, que controla a Nação que mais cresce na União Européia, que mais gera empregos, que reduziu o desemprego, e manteve as reformas neoliberais. Hoje podemos usá-los como exemplo de se fazer greve, uma greve justa, que não atrapalhe a população. Quer um exemplo? Eles não param o Metr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ô. Eles abrem as catracas e deixam a população viajar de graça. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É fácil perceber porque as greves européias não duram tanto. Mexe com o bolso. Eles sim sabem fazer greve sem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;deturpar seu sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O Brasil e seus trabalhadores precisam se livrar da influência doutrinadora marxista, e de seus soldados (Marilena Chauí e partidos que distribuem bottons escrito “Não a Privatização do Metr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ô&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;), e verdadeiramente lutar por seus direitos. A Greve não deve ser símbolo de esquerdismo, prejuízo e arruaça, mas de mantenedora das conquistas e instrumento de luta por melhores salários e condições.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35309697-115964878855101447?l=cartaliberal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartaliberal.blogspot.com/feeds/115964878855101447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35309697&amp;postID=115964878855101447&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/115964878855101447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35309697/posts/default/115964878855101447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaliberal.blogspot.com/2006/09/greve-e-o-exemplo-europeu.html' title='Greve e o Exemplo Europeu'/><author><name>Carta Liberal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17054477959846440100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://br.geocities.com/avioes_de_guerra/DSC00302.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
